EQUIPAMENTO UTILIZADO PARA DESCONTAMINAÇÃO DE RESÍDUOS

TECNOLOGIA AUXILIA NO CONTROLE DO PRIMEIRO GRANDE SURTO DO VÍRUS EBOLA

Segundo relatórios da equipe de contenção de pestes patogênicas (também conhecida por sua sigla em inglês UNMEER) mobilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em março de 2014 a África Ocidental enfrentou o mais complexo surto de febre hemorrágica de Ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976.

A epidemia teve início na Guiné, evoluiu e se espalhou rapidamente para a Libéria, Serra Leoa, Nigéria, Senegal e Mali e perdurou por quase dois anos, sendo declarada como contida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) somente no ano de 2016, totalizando mais de 11 mil mortes.

Em uma ação de resposta rápida à emergência da epidemia, além da já citada participação ativa da ONU, entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo dos países afetados também receberam apoio da União Europeia que mobilizou recursos políticos, financeiros e científicos para ajudar a conter, controlar, tratar e extinguir o Ebola na região e prevenir que a peste se espalhasse para países próximos.

Dos principais esforços, com o intuito de auxiliar na detecção e controle do vírus e ainda, propiciar um espaço para treinar profissionais da saúde a lidarem com incidentes semelhantes no futuro, através de um investimento de cerca de 8,35 milhões de euros, a União Europeia enviou três laboratórios móveis (EMlabs) para as principais regiões afetadas sendo implantadas, respectivamente, uma unidade na Guiné e duas na Serra Leoa.

O PAPEL DA TECNOLOGIA DE PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS NA MISSÃO DE ERRADICAÇÃO DO EBOLA

Com intuito de centralizar os esforços da luta contra a epidemia, coordenar ações e viabilizar o processo de recuperação das regiões mais afetadas, os três laboratórios móveis foram projetados para operar em qualquer lugar de forma independente.

Montado sobre a estrutura de um caminhão de reboque para garantir maior mobilidade, cada unidade possui aparato equivalente a um laboratório de biossegurança de nível 3 (de acordo com os padrões da OMS), contam com um espaço de 16 m² para garantir que duas a três pessoas possam trabalhar simultaneamente e, ainda, incluem uma estação de segurança microbiológica, um gabinete tipo "porta-luvas" para manusear com segurança agentes patógenos de classe 4 (Ebola) e todos os aparelhos científicos específicos necessários para ambientes de risco.

Dentre os aparelhos fundamentais neste ambiente de alta periculosidade patogênica, o equipamento para descontaminação de resíduos teve um papel importante na manutenção e controle do primeiro e maior surto de Ebola que a humanidade já enfrentou.

Através do tratamento de sólidos e líquidos contaminados, todos os esforços de controle da doença foram reforçados pelo mecanismo de incineração e desintoxicação completas fornecidos pela tecnologia aplicada ao tratamento de resíduos que, além de inibir possíveis contaminações pelo contato direto com lixo contaminado, também aseguram o descarte seguro e correto dos dejetos produzidos no espaço laboratorial.

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